A inteligência artificial (IA) já é amplamente utilizada em diversos setores da economia e agora avança também para a atividade judicial e extrajudicial, facilitando o dia a dia de servidores da Justiça, notários e registradores.
Esse foi o tema central do seminário “Inteligência Artificial na Atividade Judicial e Extrajudicial”, promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça do Espírito Santo, na última sexta-feira (28). O evento, realizado no auditório da Corregedoria, reuniu especialistas e autoridades para debater a implementação da IA no Judiciário e nas serventias extrajudiciais, destacando seus avanços e desafios.
Destaques do evento
Um dos principais momentos do seminário foi a palestra de Fernando Nascimento, vice-presidente do Operador Nacional do Registro de Imóveis Eletrônico (ONR). Ele apresentou cinco casos de aplicação da IA no setor, incluindo o Sistema de Registro de Imóveis Eletrônico (SREI), demonstrando como a tecnologia pode aumentar a eficiência nos processos registrais.
Nascimento também destacou a criação, em 2024, do Laboratório de Pesquisa em Inteligência Artificial do ONR, voltado ao desenvolvimento de ferramentas e soluções inovadoras para aprimorar os serviços registrais. "A inteligência artificial será um apoio fundamental para o registrador em algumas checagens, tornando o processo mais ágil e seguro", explicou.
Outro avanço apresentado foi a IARI (Inteligência Artificial para o Registro de Imóveis), ferramenta recém-lançada para auxiliar os cartórios no cumprimento do Provimento 143 do CNJ, que estabelece diretrizes para a modernização do setor.
Reflexões sobre desafios e limites da IA
O evento também trouxe reflexões importantes sobre os desafios e limites da inteligência artificial no setor judicial e extrajudicial.
O desembargador Pedro Valls Feu Rosa, decano do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), alertou para a necessidade de restringir o uso de algoritmos a tarefas mecânicas, garantindo a participação humana nas decisões. Já o desembargador William Silva, corregedor-geral da Justiça do ES, destacou que a IA será uma grande aliada na agilidade da resposta do Judiciário ao cidadão.
Sinoreg-ES no evento
O Sinoreg-ES acompanhou de perto os debates e reforçou a importância da participação dos registradores nesse processo de inovação. Fabiana Aurich, vice-presidente da entidade, ressaltou a relevância do tema para a categoria: "Vários delegatários compareceram ao evento, pois é um assunto essencial para o futuro da nossa atividade", afirmou.
Já Iamê Dornelas, Registradora de Imóveis de Afonso Cláudio, destacou os impactos positivos da modernização trazida pela IA. "A inteligência artificial já está sendo aplicada no Registro de Imóveis Eletrônico e facilitará o cumprimento das normas do CNJ", avaliou.
Assessoria de Comunicação do SINOREG-ES